Bolsonaro interrogado sobre tentativa de golpe de Estado

O ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, estará, segunda-feira, 9, sentado no banco dos réus para ser interrogado sobre a tentativa de golpe de Estado que terá planeado contra Lula da Silva após perder as presidenciais de 2022.
Além do ex-Presidente vão, também, ser interrogados na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, Alexandre Ramagem (ex-director da Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno, (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro).
De acordo com a Lusa, apenas o último, por se encontrar preso preventivamente no Rio de Janeiro, será ouvido por videoconferência. Todos os restantes serão interrogados presencialmente na sede do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fontes judiciais afirmaram que a intenção é que o julgamento seja concluído ainda este ano e que as sentenças sejam proferidas entre Outubro e Novembro.
Todos eles foram acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de património.
A data da inquirição foi marcada pelo juiz Alexandre de Moraes, na condição de relator do processo, considerado inimigo número um dos bolsonaristas, depois de a última das testemunhas convocadas pela acusação e pelos advogados de defesa ter prestado depoimento na semana que agora findou.
Desde 19 de maio, depuseram 52 testemunhas e os depoimentos que mais podem comprometer Bolsonaro foram dados por dois ex-chefes militares, que confirmaram terem sido convocados pelo então Presidente, em Dezembro de 2022, para discutir alternativas para impedir a posse de Lula da Silva.



