O Governo do Brasil anunciou, na quarta-feira, a redução da sua presença diplomática na Argentina, em resposta aos novos ataques verbais do Presidente argentino, Javier Milei contra o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a agência Lusa, é a primeira vez, na história recente das relações bilaterais, que o Brasil adopta uma medida desta natureza. De acordo com um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, citado pela Associated Press, Milei chamou Lula de "ladrão" em três ocasiões consecutivas desde domingo. Durante uma convenção, o Presidente argentino também dirigiu críticas ao juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem classificou como "lixo". O Brasil já havia retirado o seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, em Julho, na sequência das primeiras declarações ofensivas de Milei contra Lula. Desde então, os interesses brasileiros na Argentina passaram a ser representados por um encarregado de negócios, um cargo de nível diplomático inferior. Segundo o mesmo porta-voz, Bitelli não regressará à Argentina enquanto Javier Milei mantiver declarações consideradas agressivas contra o Presidente brasileiro. Javier Milei é considerado um aliado próximo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja Administração também tem mantido divergências com o Governo de Lula da Silva.




