A equipa de campanha do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acusa a Meta de limitar o alcance de publicações e de impedir a promoção de conteúdos da conta oficial do candidato no Instagram, numa altura em que o país se prepara para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 25 de Outubro.
Num comunicado citado pela Agência France-Presse (AFP), a equipa de Lula afirma que a plataforma interrompeu a contagem de visualizações de uma publicação e impediu a promoção de conteúdos, afectando a visibilidade da campanha nas redes sociais.
Segundo a mesma fonte, antes da primeira volta, realizada no domingo passado, as páginas de Lula e de outros dirigentes da esquerda terão desaparecido temporariamente dos resultados de pesquisa do Instagram.
A Meta rejeita as acusações e atribui os episódios a problemas técnicos. A empresa afirma que as falhas não afectaram exclusivamente o Brasil nem contas específicas, garantindo que respeita as regras eleitorais e procura assegurar condições equitativas na utilização das suas plataformas.
Perante os alegados bloqueios, a equipa de campanha de Lula anunciou ter apresentado uma queixa junto do tribunal eleitoral brasileiro.
Após a primeira volta, Lula reforçou a aposta nas redes sociais, com a publicação de vídeos, numa estratégia destinada a ampliar a comunicação com os eleitores antes da votação decisiva.




