CEDEAO rejeita “alegações de suborno envolvendo delegação militar na Guiné-Bissau”

A CEDEAO rejeitou as alegações de que membros da sua delegação teriam estado envolvidos ou sido alvos de uma tentativa de suborno durante a missão oficial realizada na Guiné-Bissau entre os dias 19 e 23 de Junho deste ano.
Segundo o comunicado divulgado esta semana pelo Comité dos Chefes de Estado-Maior da Defesa da CEDEAO, em Freetown, Serra Leoa, o órgão classificou as informações divulgadas por alguns meios de comunicação social e nas redes sociais como “inteiramente falsas, infundadas e desprovidas de qualquer base factual”.
“Durante toda a missão nenhum membro da delegação foi abordado, recebeu qualquer oferta ou esteve envolvido em actos de suborno ou incentivos indevidos”, avança o documento, acrescentando ainda que não foi apresentada qualquer queixa, denúncia ou prova relacionada com as alegações à delegação, à Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO na Guiné-Bissau ou ao Hotel Bissau Royal, onde os membros da missão estiveram hospedados.
O órgão destacou igualmente os esclarecimentos públicos emitidos pelo Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau e pela direcção do Hotel Bissau Royal, que refutaram as acusações e confirmaram a inexistência de elementos de prova que sustentem tais alegações. O hotel informou ainda que não recebeu qualquer reclamação da delegação e que a estadia e os trabalhos decorreram normalmente.
A missão refere ainda ter alcançado os seus objectivos, incluindo consultas com as autoridades guineenses e outras partes interessadas sobre a implementação do mandato revisto da à Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO, as suas necessidades operacionais, o processo de redução gradual e retirada da missão, bem como outras questões ligadas à paz, segurança e estabilidade na Guiné-Bissau.



