Bamako - O chefe da junta militar do Mali, Assimi Goïta, concedeu o perdão a um agente dos serviços secretos franceses, com estatuto diplomático, condenado a 20 anos de prisão em Junho, anunciou hoje o Governo maliano.
Bamako - O chefe da junta militar do Mali, Assimi Goïta, concedeu o perdão a um agente dos serviços secretos franceses, com estatuto diplomático, condenado a 20 anos de prisão em Junho, anunciou hoje o Governo maliano.
Oficialmente colocado na embaixada de França em Bamaco, o agente francês, identificado como Yann V., foi detido a 13 de Agosto de 2025, juntamente com vários oficiais das Forças Armadas do Mali (FAMa), numa operação conduzida pela Segurança de Estado (SE), os serviços secretos malianos.
O agente foi acusado de conspiração contra as instituições do país do Sahel, dirigido por uma junta militar que rompeu relações com França, avança a Lusa.
Esteve detido durante quase 10 meses em Bamako até ao julgamento e encontrava-se, até recentemente, no campo 1 da Gendarmaria de Bamako.
Os oficiais malianos detidos, entretanto expulsos das Forças Armadas, e o agente francês ainda não foram julgados. São acusados de terem criado uma rede de espionagem e uma conspiração destinada a desestabilizar as instituições da transição maliana, com o objectivo de realizar um golpe de Estado.
O Mali atravessa, desde 2012, uma crise de segurança, alimentada pela violência de grupos ligados às organizações extremistas Al-Qaeda e Estado Islâmico, bem como por grupos criminosos comunitários e movimentos independentistas tuaregues.
A crise de segurança soma-se a uma grave crise económica.
Após dois golpes de Estado consecutivos, em 2020 e 2021, o país é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restabelecer a segurança e preservar a integridade territorial do Mali.
A junta militar afastou-se da antiga potência colonial francesa na luta contra o terrorismo e aproximou-se militar e politicamente da Rússia, assim como o Níger e o Burkina Faso. CV




