Os sete candidatos à sucessão do secretário-geral das Nações Unidas receberam votos de desaprovação de pelo menos um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, durante a última votação informal realizada na sexta-feira, 16, num processo que continua sem um nome consensual para liderar a organização.
Segundo um diplomata citado pela imprensa internacional, a votação ficou marcada por uma alteração no procedimento, com os cinco membros permanentes — Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido — a utilizarem, pela primeira vez neste tipo de escrutínio, marcadores coloridos para assinalar os votos, enquanto os dez membros eleitos mantiveram os marcadores comuns.
A costa-riquenha Rebeca Grynspan, que esteve entre as candidatas mais bem posicionadas nas cinco rondas anteriores, obteve o maior número de votos favoráveis nesta votação. No entanto, recebeu também cinco votos contra, incluindo dois de membros permanentes do Conselho de Segurança.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, os Estados Unidos opõem-se aos sete candidatos que disputam a sucessão de António Guterres, cujo mandato como secretário-geral da ONU termina em 2026.
Questionado sobre a posição de Washington, o representante norte-americano junto das Nações Unidas, Mike Waltz, recusou comentar as informações, afirmando apenas que o objectivo é encontrar os melhores candidatos para o cargo.
Sobre a possibilidade de novos nomes entrarem na disputa, Waltz declarou que os países têm o direito soberano de apresentar outros candidatos.
O processo de escolha do próximo secretário-geral prevê que o Conselho de Segurança recomende um nome à Assembleia Geral das Nações Unidas, a quem compete formalizar a nomeação. Os cinco membros permanentes dispõem de poder de veto nas decisões substantivas do Conselho, o que torna as suas posições determinantes para a escolha do próximo responsável máximo da organização.




