Gaza - Ataques aéreos israelitas mataram duas pessoas hoje na Faixa de Gaza, entre as quais o chefe da polícia da principal cidade do enclave palestiniano, segundo as autoridades locais, apesar do cessar-fogo em vigor desde Outubro de 2025.
Gaza - Ataques aéreos israelitas mataram duas pessoas hoje na Faixa de Gaza, entre as quais o chefe da polícia da principal cidade do enclave palestiniano, segundo as autoridades locais, apesar do cessar-fogo em vigor desde Outubro de 2025.
A Defesa Civil das autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo grupo islamita Hamas, indicou que uma pessoa foi morta e várias outras ficaram feridas num ataque aéreo israelita contra um veículo no bairro de Sheikh Ajlin, na Cidade de Gaza.
O Hospital al-Shifa disse ter recebido o corpo de Jamal Abu Kamil, chefe da polícia da Cidade de Gaza, e o Ministério do Interior de Gaza confirmou a sua morte, de acordo com a Lusa.
O Hamas condenou o ataque em comunicado como um "crime de guerra" que "reflecte a verdadeira natureza da ocupação", com o objectivo de "continuar a guerra genocida e agravar a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza".
O exército de Israel afirmou à agência France-Presse (AFP) que estava a verificar as informações sobre a morte de Abu Kamil.
Os militares israelitas reivindicaram entretanto um ataque contra um comandante do grupo islamita palestiniano Hamas perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, acusando-o de planear ataques contra as tropas israelitas.
"O terrorista foi alvo de um ataque aéreo para eliminar a ameaça que representava para os soldados das Forças de Defesa de Israel", afirmou o exército num comunicado, acrescentando que "foram tomadas medidas para limitar as baixas civis".
A Defesa Civil informou, pelo seu lado, que um ataque aéreo a oeste de Khan Yunis matou uma pessoa.
O Hospital Nasser, na cidade palestiniana, confirmou ter recebido um corpo após o ataque.
Israel retomou na quarta-feira o primeiro ataque aéreo na Faixa de Gaza em mais de uma semana, segundo o exército israelita, que alegou ter visado um comandante do Hamas, e a Defesa Civil, que registou uma morte.
Os dois lados acusam-se mutuamente de violação da trégua, com as autoridades de Gaza a contabilizar mais de 1.200 mortos em ataques israelitas desde Outubro de 2025.
A segunda fase do cessar-fogo tem vindo a ser negociada desde então, mas sem resultados.
Ao abrigo do plano proposto pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, estrutura criada pelos Estados Unidos com acordo da ONU, esta etapa previa o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do exército israelita e a criação de um governo tecnocrático palestiniano, a par de uma força internacional de estabilização.
No entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou no domingo que rejeitou o plano de 15 pontos, entretanto aceite pelo Hamas, até que o desarmamento das milícias palestinianas esteja concluído.
A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas a 07 de Outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infra-estruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas. CV




