Genebra — A China prepara-se para apresentar uma candidatura tardia à liderança da Organização Mundial da Saúde, segundo diplomatas citados pela Reuters, numa iniciativa que poderá aumentar a influência de Pequim numa das principais agências multilaterais.
As fontes indicaram que Pequim pretende apresentar Song Li, funcionária sénior da área da saúde pública com cerca de duas décadas de experiência em saúde materna e infantil e cooperação internacional, para suceder ao actual director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A candidatura ocorre depois da saída dos Estados Unidos da organização e de uma profunda reestruturação da OMS provocada pela perda do seu principal financiador. A organização reduziu actividades, postos de chefia e milhares de empregos.
A China tem anunciado financiamento adicional para a OMS, mas esse apoio ainda não compensa integralmente a perda da contribuição norte-americana.
A eleição do próximo director-geral deverá ganhar maior importância à medida que a organização enfrenta novas crises sanitárias, incluindo o actual surto de Ébola na República Democrática do Congo.
A lista completa de candidatos deverá ser divulgada depois das últimas reuniões dos comités regionais, previstas para o início de Novembro. Já tornaram públicas as suas candidaturas representantes da Arábia Saudita, Bélgica, Qatar, Botswana, Indonésia e Espanha.




