Nova Iorque - Uma coligação de 80 países apelou quinta-feira na ONU ao restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo, condenando os ataques do Irão e dos rebeldes Huthis no Iémen que estão a perturbar o transporte marítimo global.
Nova Iorque - Uma coligação de 80 países apelou quinta-feira na ONU ao restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo, condenando os ataques do Irão e dos rebeldes Huthis no Iémen que estão a perturbar o transporte marítimo global.
"Exigimos o restabelecimento pleno e imediato dos direitos e princípios de navegação", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al-Zayani, aos jornalistas, ao ler uma declaração conjunta adoptada após uma reunião do Conselho de Segurança sobre o assunto.
Segundo o portal Notícias ao Minuto, o ministro fez-se acompanhar pela chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e pelos secretários-gerais do Conselho de Cooperação do Golfo, Jassem Mohamed Albudaiwi, e da Liga Árabe, Nabil Fahmy.
"As acções do Irão no estreito de Ormuz continuam a ameaçar a segurança internacional, bem como os direitos e liberdades de navegação", disse Al-Zayani, que também lamentou "a decisão dos Houthis de retomar o conflito no Iémen e os ataques contínuos contra a Arábia Saudita e imprudentes no mar".
"O avanço dos Huthis em direcção a Bab el-Mandeb só aumentará os riscos para a navegação internacional, a segurança marítima e o comércio global que passa por essa via navegável crucial", acrescentou.
A coligação afirmou que a ameaça na região "continua a crescer" e apontou para o ataque de quarta-feira, de origem ainda desconhecida, contra uma embarcação na costa de Omã, no qual um cidadão indiano foi morto, e para o ataque dos rebeldes contra a Arábia Saudita com seis mísseis balísticos.
"Reiteramos o nosso apelo para a reabertura urgente e completa do estreito de Ormuz e pela circulação segura e desimpedida de embarcações, sem a imposição de portagens, condições ou taxas ilegais", declarou o ministro, instando "à prevenção de novas interrupções no comércio mundial".
O grupo expressou gratidão àqueles que trabalham "para restabelecer o fluxo do comércio global" e o apoio à Organização Marítima Internacional, afirmando que "o transporte marítimo comercial e os trabalhadores do sector nunca devem ser usados como instrumento de pressão". MCN




