Varsóvia - O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson foi retirado de um comboio no qual seguiam também responsáveis alemães, entre eles um assessor próximo do chanceler, Friedrich Merz.
Varsóvia - O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson foi retirado de um comboio no qual seguiam também responsáveis alemães, entre eles um assessor próximo do chanceler, Friedrich Merz.
A operação aconteceu após alertas para ataques russos na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia, informa a Lusa.
Oex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson foi retirado de um comboio na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia depois de um ataque com drone russos atingir uma linha férrea.
Os ataques na zona começaram na noite de sábado e terão prolongado já na madrugada deste domingo.
De acordo com o que avança a publicação Der Spiegel, não houve vítimas a registar desta situação. Os ataques com drones nestas zonas fronteiriças, que têm vindo a tornar-se comuns, obrigaram, no entanto, à evacuação de comboios e causaram também incêndios em camiões,
Foi de um destes comboios que Boris Johnson teve de ser retirado, mas para além deste, outros responsáveis políticos estavam na linha de passagem quando os ataques foram acontecendo, no sábado. Günter Sautter, um dos assessores mais próximos do chanceler alemão, Friedrich Merz, também foi retirado, em segurança, da região.
Para além deste responsável, que actua para a política extrema e segurança no que ao governo alemão diz respeito, também outros responsáveis foram retirados. Robin Wagener, do Partido Verde no parlamento alemão também estava a bordo do comboio, tendo expressado o choque após os ataques: "Estes ataques com drones são um ato de terror cego contra civis ucranianos e uma escalada perigosa na guerra de Putin", disse Wagener à revista Der Spiegel.
Segundo acrescentou o deputado, estes ataques são uma provocação contra aqueles que apoiam Kiev: "A Rússia está a tornar-se cada vez mais inescrupulosa e a brincar com fogo bem na fronteira da União Europeia e da NATO. Precisamos de acabar com este terror." Todos estão em segurança, de acordo com a imprensa alemã.
A retirada dos passageiros do comboio que seguia até à Polónia aconteceu depois de o alerta ter sido dado, já que uma das linhas estava também interrompida.
Note-se que, apesar de não terem sido registadas vítimas neste ataque, as localizações onde este aconteceu são muito importantes, dado que é por aqui que não só materiais chegam à Ucrânia, como também é pelo mesmo caminho que produtos são exportados para outros países.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, recorreu às redes sociais para falar do ataque, sem mencionar os responsáveis políticos que estavam 'no caminho'.
"Os ataques bárbaros da Rússia na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, em Yahodyn, não são apenas uma continuação de suas investidas contra as nossas fronteiras nacionais", começou por escrever na rede social X (antigo Twitter), acrescentou: "É o terror de Putin 'a bater' directamente às portas da UE e da NATO. Os bárbaros russos estão à vossa porta, caros parceiros."
O chefe da diplomacia ucraniana apelou ainda aos países europeus que tomassem acção e impusessem "todo o peso das sanções contra o regime agressivo de Putin".
"Façam Moscovo sentir as consequências de seu terror. Não apenas decisões tímidas, mas medidas poderosas e intransigentes. Embargo comercial total. Proibição total de entrada. Sanções abrangentes contra o complexo industrial-militar. Putin precisa de entender que sua barbárie encontrará uma resposta decisiva, elevando o custo da guerra para ele a um nível inaceitável. Essa é a única maneira de detê-lo", rematou.
Neste verão, a Rússia tem intensificado os ataques nas fronteiras ucranianas com outros países, nomeadamente com a Moldova e a Roménia.
Também Kiev tem levado a cabo alguns ataques e enquanto a Rússia intensificou a ofensiva aérea, com recurso a mísseis balísticos e drones, com o objectivo de atingir a rede eléctrica da Ucrânia antes do inverno, a Ucrânia têm como alvo a indústria petrolífera e de gás da Rússia e já levaram Moscovo a racionar os combustíveis.
Só este domingo, duas pessoas morreram e 14 ficaram ferias devido a ataques de drones ucranianos em Nizhnekamsk, na Rússia, onde está localizado um importante pólo das refinarias de petróleo. CQ/AM




