Bruxelas - A presidente da Comissão Europeia condenou hoje os ataques dos hutis do Iémen, que designou como "procuradores do Irão", na sequência de acções militares dos rebeldes xiitas contra a Arábia Saudita.
Bruxelas - A presidente da Comissão Europeia condenou hoje os ataques dos hutis do Iémen, que designou como "procuradores do Irão", na sequência de acções militares dos rebeldes xiitas contra a Arábia Saudita.
"Estamos solidários com os nossos parceiros do Golfo perante os ataques incessantes dos procuradores do Irão", afirmou Ursula Von der Leyen, citada pelas agências francesa AFP e espanhola EP.
Von der Leyen disse que a União Europeia (UE) vai continuar a trabalhar com os países do Golfo Pérsico "para garantir uma navegação segura e livre no estreito de Ormuz e promover a estabilidade no Médio Oriente".
"Todos nós somos afectados", acrescentou numa mensagem nas redes sociais.
Os rebeldes iemenitas lançaram há duas semanas uma ofensiva contra as forças governamentais do Iémen apoiadas pela Arábia Saudita para controlar a entrada no Mar Vermelho, em mais um recrudescimento de uma guerra iniciada em 2014.
O grupo xiita, que controla parte do território do Iémen e a capital, Sana, apoia o Irão de que recebe apoio, mas Teerão tem recusado qualquer envolvimento no conflito, apesar de celebrar os ataques dos rebeldes.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, reafirmou essa posição hoje em Teerão e disse que os hutis são "actores totalmente independentes", que tomam decisões "em função dos próprios interesses".
Horas antes, os hutis tinham reivindicado o disparo de "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra alvos militares no Sul da Arábia Saudita, em resposta a ataques do país vizinho.
A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, também condenou os ataques dos hutis e pediu um reforço dos esforços para alcançar a paz.
A comissária croata reiterou o apoio da UE à "unidade, soberania e integridade territorial do Iémen".
Reafirmou também o apoio à mediação das Nações Unidas e a iniciativas regionais para alcançar "um cessar-fogo sustentável".
O Governo iemenita reconhecido internacionalmente denunciou, no domingo, que pelo menos 150 civis morreram e mais de 200 ficaram feridos desde o início da nova ofensiva dos hutis.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calculou em mais de 82.000 o número de pessoas deslocadas pelos combates. OHA




