Telavive - A Comissão Eleitoral Central (CEC) israelita excluiu todos os partidos árabes das eleições parlamentares previstas para Outubro, uma medida que afectou também deputados da oposição.
Telavive - A Comissão Eleitoral Central (CEC) israelita excluiu todos os partidos árabes das eleições parlamentares previstas para Outubro, uma medida que afectou também deputados da oposição.
Conforme noticiou a Lusa, esta decisão será agora avaliada pelo Supremo Tribunal do país.
Os partidos afectados são a Lista Árabe Unida (Raam), liderada pelo deputado Mansur Abbas, a Lista Conjunta, liderada por Yusef Yabarin, e os partidos Balad/Tajammu, Hadash e Taal.
A estes partidos juntam-se Ofer Cassif, deputado da oposição do Partido Comunista israelita - impedido de concorrer por negar a existência de Israel como um "Estado judaico e democrático" - e Sami Abu Shehadeh.
O Centro para os Direitos da Minoria Árabe em Israel (Adalah) anunciou, num comunicado, que apresentou recursos ao Supremo Tribunal e afirmou que assumirá a representação legal dos partidos e deputados afectados perante o tribunal, que deverá analisar os casos na próxima semana.
"Estas decisões demonstram mais uma vez que se trata de um processo arbitrário, provocador e racista, desprovido do devido processo legal.
A CEC conduziu um processo político ilegítimo destinado a perseguir ideias que a maioria não aceita, culminando na inabilitação de toda a representação palestiniana no Knesset israelita", declarou o grupo de advogados, referindo-se ao Parlamento de Israel.
A CEC aprovou todas as moções de inabilitação, com excepção de uma moção apresentada separadamente apenas contra o Balad/Tajammu, que rejeitou por motivos processuais.
No entanto, a comissão decidiu rejeitar, com 21 votos a favor e três contra, a exclusão do partido Sionismo Religioso, do ultradireita Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel.
O pedido para que fosse vetado da corrida eleitoral - juntamente com o seu parceiro de chapa, o partido Zehut - foi apresentado pelo Instituto Zulat para a Igualdade e Direitos Humanos, que procurava excluí-lo devido ao incitamento ao racismo.
Algumas destas medidas eram esperadas pelos partidos, dada a natureza do comité, composto por representantes dos próprios partidos do Knesset.
Agora, caberá ao Supremo Tribunal tomar a decisão final, embora seja pouco provável que a medida seja ratificada, tendo em conta o critério geralmente rigoroso do tribunal quando toma decisões deste tipo. OHA




