Conselho de Segurança da ONU exige retirada imediata do M23 e do exército ruandês da RDC

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou, essa quarta-feira, 15, uma sessão especial sobre a situação na Região dos Grandes Lagos. Os dez Estados-membros que usaram da palavra apelaram, de forma unânime, à retirada imediata do movimento M23 e do exército ruandês do território da República Democrática do Congo.
Durante o debate, o representante permanente do Ruanda na ONU, Ernest Rwamucyo, denunciou o que classificou como “discursos de ódio contra falantes de quiniaruanda” e reiterou que as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), ainda presentes na RDC, “continuam a representar um perigo para a segurança interna do Ruanda”.
Em resposta, o representante permanente da RDC, Zénon Mukongo Ngay, considerou as alegações de Kigali “inconsistentes e injustificadas”. Sublinhou que a RDC “está suficientemente equipada para garantir a segurança das suas próprias populações” e rejeitou qualquer intervenção externa com o argumento de protecção de minorias.
“Basicamente, não têm o direito de vir proteger o povo congolês no seu território. A República Democrática do Congo está suficientemente equipada para garantir a segurança das suas próprias populações. É um país que tem 450 etnias, enquanto o vosso tem apenas duas. Não conseguem gerir essas duas e querem vir administrar as nossas 450?”, questionou Mukongo Ngay.


