O Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau admite que Umaro Sissoco Embaló poderá candidatar-se às eleições presidenciais de 6 de dezembro, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação do país.
A posição foi expressa pelo porta-voz do Conselho Nacional de Transição, Fernando Vaz, depois de o antigo Presidente ter anunciado a intenção de regressar à Guiné-Bissau e disputar novamente a Presidência da República.
Em declarações à RFI, Fernando Vaz disse ter sido surpreendido pelo anúncio da candidatura, mas afirmou que qualquer cidadão guineense tem o direito de regressar ao país e de apresentar-se às eleições, desde que reúna as condições exigidas.
“É um cidadão como qualquer outro. E creio que todo o cidadão nacional, todo o guineense, goza do direito constitucional de se candidatar, caso preencha os requisitos necessários”, afirmou.
O responsável acrescentou que a eventual candidatura será analisada pelas instituições competentes, rejeitando a ideia de que o actual sistema de transição possa impedir arbitrariamente a participação de um candidato.
Umaro Sissoco Embaló anunciou, esta segunda-feira, que regressará ao país no próximo domingo. Em entrevista à Jeune Afrique, confirmou também que pretende concorrer às presidenciais de 6 de dezembro.
O antigo chefe de Estado revelou ainda que participará no congresso do MADEM-G15, marcado para 16 e 17 de outubro, e que posteriormente pretende lançar a “Plataforma Republicana”, que, segundo Embaló, reunirá vários partidos e terá a sua candidatura presidencial.
O regresso ocorre depois de Embaló ter deixado o país na sequência da tomada do poder pelos militares, em novembro de 2025. As eleições presidenciais e legislativas estão marcadas pelas autoridades de transição para 6 de dezembro.
A eventual candidatura de Embaló surge num ambiente político ainda marcado pela disputa em torno da sua saída do poder e pelo debate sobre as condições do próximo processo.




