O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau admite que o antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló poderá candidatar-se às eleições presidenciais marcadas para 6 de Dezembro, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação do país.
A posição foi expressa pelo porta-voz do CNT, Fernando Vaz, depois de Embaló anunciar o regresso à Guiné-Bissau e manifestar a intenção de voltar a disputar a Presidência da República.
Em declarações à RFI, Fernando Vaz afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio da candidatura, mas sublinhou que qualquer cidadão guineense tem o direito de regressar ao país e apresentar-se às eleições, desde que reúna as condições exigidas por lei.
“É um cidadão como qualquer outro. E creio que todo o cidadão nacional, todo o guineense, goza do direito constitucional de se candidatar, caso preencha os requisitos necessários”, afirmou o responsável.
Segundo Fernando Vaz, uma eventual candidatura de Sissoco Embaló deverá ser apreciada pelas instituições competentes. O porta-voz rejeitou, assim, a ideia de que as autoridades de transição possam impedir arbitrariamente a participação de um candidato.
Umaro Sissoco Embaló anunciou esta segunda-feira, 28 de setembro, que regressará à Guiné-Bissau no próximo dia 4 de outubro. O antigo chefe de Estado, que se encontra fora do país desde a tomada do poder pelos militares em novembro de 2025, disse que pretende voltar “num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo”.
Embaló confirmou também a intenção de concorrer às presidenciais de 6 de dezembro. O antigo Presidente pretende participar no congresso do MADEM-G15, previsto para 16 e 17 de outubro, e anunciou posteriormente a criação da chamada “Plataforma Republicana”, que deverá reunir vários partidos e apoiar a sua candidatura.
As eleições presidenciais e legislativas foram marcadas pelas autoridades de transição para 6 de Dezembro. O processo eleitoral ocorre após a tomada do poder pelos militares, em 26 de Novembro de 2025, que criou o Conselho Nacional de Transição e afastou Umaro Sissoco Embaló da Presidência.




