Coreia do Norte desafia EUA e ONU e diz que não vai desistir das armas nucleares

A Coreia do Norte voltou a endurecer a sua posição sobre o programa nuclear, afirmando que nenhuma pressão internacional vai obrigar o país a abandonar o seu arsenal de armas nucleares.
A posição foi defendida pelo embaixador norte-coreano nas Nações Unidas, Kim Song, que acusou os Estados Unidos e outros países aliados de contestarem “sem fundamento” o estatuto nuclear de Pyongyang durante uma conferência da ONU sobre não-proliferação.
Segundo o diplomata, o estatuto da Coreia do Norte como Estado dotado de armas nucleares está definido internamente e não será alterado por decisões externas ou pressões políticas.
Kim Song reiterou ainda que o desenvolvimento nuclear do país é uma questão de soberania nacional e que qualquer tentativa de reversão dessa condição é considerada inaceitável por Pyongyang.
A Coreia do Norte retirou-se do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2003 e, desde então, tem avançado no desenvolvimento do seu programa nuclear, tendo realizado vários testes ao longo dos anos.
O país mantém uma posição de confronto diplomático com Washington e outras potências ocidentais, defendendo que o seu arsenal é uma ferramenta de defesa estratégica.
Dados internacionais indicam que a Coreia do Norte integra o grupo restrito de Estados com armas nucleares, ao lado de potências como Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão e Israel.


