Mais de 20 mil migrantes etíopes atravessaram a fronteira para o Djibuti desde 20 de Setembro, numa deslocação marcada pela falta de alimentos, água potável e assistência médica. Entre eles, mais de três mil encontram-se retidos em zonas remotas do deserto, sem acesso a condições básicas de sobrevivência.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a situação está a agravar-se ao longo da rota migratória utilizada por etíopes que tentam chegar ao Iémen, onde os perigos da travessia e a escassez de recursos expõem milhares de pessoas a uma crise humanitária.
A organização está a prestar assistência de emergência, incluindo distribuição de alimentos, água e cuidados médicos. No entanto, a chegada de migrantes por rotas alternativas tem dificultado as operações de ajuda, deixando parte dos deslocados fora do alcance das equipas humanitárias.
A pressão sobre os recursos disponíveis no Djibuti aumenta também com o regresso de cidadãos etíopes provenientes do Iémen, num contexto em que o país enfrenta dificuldades para responder às necessidades crescentes das populações migrantes.
O conflito no Iémen continua a contribuir para os movimentos migratórios na região, agravando a vulnerabilidade de pessoas que percorrem rotas perigosas em busca de melhores condições de vida ou de segurança.
Perante o agravamento da situação, a OIM apela à comunidade internacional para disponibilizar financiamento urgente e contínuo, alertando que a falta de recursos adicionais poderá comprometer a assistência essencial prestada aos migrantes.




