O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, condenou, hoje, a perseguição e violência contra idosos acusados de feitiçaria, alertando que tais práticas continuam a ameaçar a coesão social e o respeito pelos mais velhos em várias comunidades do país.
"Temos de cuidar dos nossos idosos. Eles são a nossa biblioteca. Eles é que nos cuidaram e continuam a nos cuidar", declarou o chefe de Estado moçambicano, na província de Gaza, sul do país.
Falando durante um comício popular no distrito de Mapai, no âmbito de uma visita de trabalho de quatro dias àquela região, dedicada a acções de governação de proximidade, participativa e inclusiva, Chapo aproveitou as celebrações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, assinalado hoje, para defender uma maior protecção desta camada da população, reportou a Lusa.
Segundo Chapo, como os idosos são tratados actualmente terá reflexos na maneira como as futuras gerações irão encarar a velhice.
O Presidente considerou preocupantes os casos de perseguição a pessoas idosas com base em acusações de feitiçaria, fenómeno que continua a ser reportado em diferentes zonas do país.
O chefe de Estado disse que a protecção dos idosos deve constituir uma responsabilidade colectiva das famílias e das comunidades, defendendo uma cultura de respeito intergeracional.
Chapo associou a valorização dos idosos à promoção da paz e da coesão social, argumentando que a violência, o ódio e a intolerância comprometem o desenvolvimento do país.
O Presidente aproveitou igualmente para alertar contra a propagação de boatos e informações falsas, sustentando que vários episódios de violência em comunidades moçambicanas têm origem em rumores sem fundamento.




