Nova Iorque - A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou terça-feira como histórica a reunião com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova Iorque, após a Assembleia Geral da ONU, e afirmou que ambos abordaram questões de cooperação estratégica.
Nova Iorque - A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou terça-feira como histórica a reunião com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova Iorque, após a Assembleia Geral da ONU, e afirmou que ambos abordaram questões de cooperação estratégica.
"Realizámos uma reunião histórica com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem conversámos sobre o reforço das relações bilaterais", escreveu Rodríguez terça-feira, na rede social X, citada pelo portal Notícias ao Minuto.
A dirigente acrescentou que temas como a cooperação em áreas estratégicas, tais como energia, mineração e segurança, estiveram no centro da conversa, que teve lugar no hotel Lotte New York Palace, no âmbito de uma recepção oferecida por Trump a líderes estrangeiros por ocasião da Semana de Alto Nível da ONU.
Além dos líderes, participaram os secretários de Estado dos EUA, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles.
O encontro decorreu à porta fechada e sem acesso à imprensa, ao contrário de outras reuniões realizadas por Trump em Nova Iorque, como a que teve com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A reunião ocorreu pouco depois do acordo controverso através do qual a Venezuela cedeu aos Estados Unidos parte das reservas petrolíferas do país e a poucos quilómetros da prisão nova-iorquina onde Nicolás Maduro se encontra detido, acusado de tráfico de droga.
Trata-se do primeiro encontro entre um Presidente norte-americano e um governante venezuelano em mais de 11 anos, desde a breve reunião que Barack Obama e Nicolás Maduro mantiveram durante a Cimeira das Américas de 2015, realizada no Panamá.
O principal sinal da aproximação entre Washington e Caracas ocorreu recentemente com o anúncio do acordo petrolífero que permitiria aos Estados Unidos controlar um quinto das reservas de petróleo venezuelanas.
O pacto suscitou desconfiança entre sectores que consideram que o Governo de Trump só está interessado no petróleo e que não promove activamente uma transição democrática na Venezuela. MCN




