Moçambique registava 663.769 deslocados internos em Julho de 2026, mais 1.777 face a Fevereiro, mas o nú-mero de retornados ultrapassou os 730 mil, reflectindo progressos no regresso de populações às zonas de origem em Cabo Delgado.
A mais recente avaliação da Matriz de Monitoria de Deslocações (DTM, na sigla inglesa) da Organização Internacional para as Migrações (OIM), realizada entre Maio e Junho de 2026 em parceria com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e o Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que país contabilizava 663.769 deslocados internos, distribuídos por 160.502 agregados familiares.
Comparativamente à ronda anterior, divulgada em Fevereiro, o número de deslocados aumentou 0,3%, passando de 661.992 para 663.769 pessoas, indicam os dados agora divulgados. Segundo a OIM, o crescimento nacional ficou, sobretudo, ligado à ampliação da monitorização em Gaza após as cheias e inundações da época chuvosa 2025/2026.
"Aumento este amplamente atribuído à expansão da cobertura de monitoria de deslocações na província de Gaza, após as fortes chuvas e inundações no sul de Moçambique durante a época chuvosa 2025/2026", refere o relatório.
Apesar da ligeira subida nacional, Cabo Delgado continua a ser o principal epicentro da crise, concentrando 68% de todos os deslocados internos identificados no país, devido à insurgência armada que se regista há nove anos e que já provocou mais de 6.600 mortos, segundo organizações internacionais.
A província contabilizava 449.876 deslocados, menos 5% do que na avaliação anterior, numa evolução que a OIM associa à continuação dos movimentos de regresso em algumas áreas, embora persistam novos episódios de deslocação provocados pela insegurança.




