Director da CIA compara IA a “armas nucleares digitais” e reforça alerta sobre segurança tecnológica

O director da CIA, John Ratcliffe, classificou os modelos mais avançados de Inteligência Artificial (IA) como verdadeiras “armas nucleares digitais”, defendendo que o desenvolvimento e a protecção dessas tecnologias passaram a ocupar um lugar central nas prioridades estratégicas dos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante o AWS Summit, realizado em Washington, onde Ratcliffe afirmou que o impacto dos sistemas de IA de última geração pode ser comparado ao das armas nucleares devido ao seu potencial para transformar profundamente o equilíbrio económico, militar e geopolítico mundial. Segundo o responsável, não se trata de um exagero, mas de um reconhecimento da dimensão estratégica que estas tecnologias adquiriram.
O diretor, citado pelo portal G1, revelou ainda que, desde que assumiu a liderança da agência, colocou o acompanhamento das tecnologias emergentes no mesmo nível de prioridade das questões relacionadas com a China. A CIA também está a reforçar as suas capacidades de cibersegurança, procurando proteger infraestruturas críticas e impedir que adversários obtenham acesso às tecnologias norte-americanas mais sensíveis.
Ratcliffe acusou ainda países rivais de tentarem apropriar-se dos avanços tecnológicos desenvolvidos por empresas dos Estados Unidos, referindo-se às preocupações sobre a utilização de modelos de IA norte-americanos para acelerar o desenvolvimento de sistemas concorrentes através de técnicas conhecidas como “destilação” de modelos.
As declarações surgem num momento em que cresce o debate internacional sobre a regulamentação da Inteligência Artificial e o seu impacto na segurança global. Especialistas alertam que a corrida tecnológica entre grandes potências poderá redefinir as relações internacionais nas próximas décadas, tornando a IA um dos principais activos estratégicos do século XXI.



