Domingos Simões Pereira chega a Portugal para ser tratado depois de tribunal suspender prisão preventiva

Segundo a Rádio Renascença, a chegada de Domingos Simões Pereira a Lisboa decorreu num clima de "euforia e esperança" entre vários membros da comunidade guineense.
A viagem foi autorizada por um juiz de instrução criminal militar, que suspendeu por três meses a prisão preventiva para permitir que o líder do PAIGC recebesse tratamento médico em Portugal.
O dirigente encontrava-se em prisão preventiva desde 10 de Julho, por suspeitas de envolvimento numa alegada tentativa de Golpe de Estado ocorrida em Outubro de 2025, em Bissau.
Não foi a primeira vez que Domingos Simões Pereira foi detido. Em 26 de Novembro de 2025, na sequência do golpe militar que depôs Umaro Sissoco Embaló, também fora detido.
Contudo, o político seria solto a 30 de Janeiro de 2026, após um processo de mediação liderado pelo Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, passando depois a cumprir prisão domiciliária.
Após o golpe militar de Novembro de 2025, várias figuras da oposição foram igualmente detidas.
Em Dezembro de 2025, a Organização das Nações Unidas (ONU) instou a junta a parar com detenções arbitrárias e a libertar os detidos.
Já a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) condenou a detenção de Simões Pereira, em Julho de 2026, e apelou à sua libertação imediata.


