O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 5, que a segunda volta das eleições presidenciais no Brasil será “muito renhida”, na disputa que vai opor o candidato da direita, Flávio Bolsonaro, ao actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump disse estar a acompanhar o processo eleitoral brasileiro “muito de perto” e considerou que o desfecho da corrida permanece em aberto.
“Creio que serão eleições muito renhidas”, declarou.
No domingo, Flávio Bolsonaro terminou a primeira volta na liderança, com cerca de dois pontos percentuais de vantagem sobre Lula da Silva, mas sem alcançar a maioria absoluta necessária para evitar uma segunda volta.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também considerou inevitável a realização de uma nova ronda eleitoral.
“Haverá uma segunda volta. Creio que toda a gente esperava que houvesse, por isso veremos o que acontece”, afirmou.
As declarações surgem num contexto de tensão diplomática entre Washington e Brasília. Nos últimos meses, a administração Trump impôs tarifas sobre vários produtos brasileiros e adoptou medidas restritivas, incluindo a retirada do visto à embaixadora do Brasil nos Estados Unidos.
O Governo brasileiro classificou as medidas como uma tentativa de ingerência no processo eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro e aliado político de Donald Trump.
Na passada sexta-feira, os Estados Unidos suspenderam temporariamente os serviços consulares no Brasil por razões de segurança, tendo retomado as actividades esta segunda-feira, após a realização da primeira volta.
Desde o seu regresso à Casa Branca, em Janeiro de 2025, Donald Trump tem manifestado apoio público a candidatos conservadores na América Latina, chegando a reivindicar influência em algumas das suas vitórias eleitorais.




