Bruxelas - O embaixador norte-americano junto da OTAN afirmou, hoje, que Washington não está a preparar a retirada de milhares de soldados do continente europeu, desmentindo notícias veiculadas pela imprensa nos Estados Unidos (EUA).
Bruxelas - O embaixador norte-americano junto da OTAN afirmou, hoje, que Washington não está a preparar a retirada de milhares de soldados do continente europeu, desmentindo notícias veiculadas pela imprensa nos Estados Unidos (EUA).
"Essas notícias são falsas", assegurou Matthew Whitaker, durante uma conferência sobre defesa organizada em Bruxelas pela emissora Euronews.
A estação norte-americana NBC, citando responsáveis norte-americanos que falaram sob condição de anonimato, tinha indicado em meados de Setembro que Washington tencionava retirar entre 25.000 e 40.000 soldados da Europa.
"Isso ainda não foi apresentado, o plano nem sequer foi finalizado" pelo Departamento de Defesa, afirmou ainda o embaixador norte-americano.
No final de Julho, os EUA deram início ao processo que deverá conduzir, até ao final do ano, a uma reavaliação da sua presença militar na Europa.
"Tratar-se-á de uma verdadeira análise, concebida para garantir que a OTAN avance rapidamente e de forma irreversível no sentido de uma Europa que assuma a responsabilidade principal pela sua defesa convencional", afirmou na altura o subsecretário de Defesa norte-americano, Elbridge Colby.
Vários países europeus têm manifestado preocupação perante uma eventual redução drástica, que poderá ter consequências na capacidade de dissuasão da OTAN face à ameaça russa.
"Temos repetido constantemente que continuaremos empenhados na Europa", disse Matthew Whitaker.
No entanto, precisou, esta reavaliação inclui também a utilização das bases pelas forças norte-americanas.
Os Estados Unidos criticaram severamente os países europeus que recusaram às forças norte-americanas a utilização das bases da OTAN no seu território no âmbito da guerra contra o Irão.
"O que estamos a perguntar é: qual é o valor do nosso sistema de bases? Será mesmo aquilo que pensavamos que fosse?", questionou o embaixador junto da OTAN.
"Estamos a realizar uma análise muito matemática, muito mecânica da forma como estamos implantados à escala mundial, porque temos de enfrentar desafios globais", justificou ainda Whitaker.
Os Estados Unidos já começaram a ajustar a sua presença na Europa, com reduções de efectivos anunciadas na Alemanha.
Washington também manifestou, no início de Junho, a sua vontade de reduzir a sua contribuição para o "modelo de forças" da Aliança Atlântica, que permite à OTAN saber com que meios militares pode contar por parte dos seus 32 países membros em caso de necessidade. OHA




