A Eritreia anunciou, esta quinta-feira, 1, o corte de todas as relações diplomáticas com a Etiópia, numa nova escalada das tensões entre os dois países do Corno de África.
A decisão de Asmara surgiu depois de Adis Abeba ordenar o encerramento da sua embaixada na Eritreia e expulsar dez diplomatas eritreus, declarando-os persona non grata e dando-lhes 48 horas para abandonar o país. O Governo etíope justificou a medida com alegadas actividades que constituiriam uma ameaça à segurança nacional.
A crise diplomática ocorre num contexto de novos combates no norte da Etiópia, envolvendo forças federais e uma aliança de grupos armados liderada pela Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF). Adis Abeba acusa a Eritreia de apoiar essa aliança, acusação que Asmara rejeita.
O agravamento das relações reacende também o receio de uma nova guerra de grandes proporções na região. A Eritreia apoiou as forças federais etíopes durante a guerra do Tigray de 2020–2022, mas as relações entre os dois governos deterioraram-se posteriormente.
A União Africana apelou entretanto à contenção e ao recurso ao diálogo, alertando Etiópia, Eritreia e outros países envolvidos para evitarem medidas ou declarações que possam agravar a instabilidade regional.




