Especialistas defendem a redução dos entraves burocráticos, a harmonização das normas e o reforço da cooperação económica como medidas essenciais para dinamizar o comércio entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC.
A posição foi manifestada esta quinta-feira, 20 de Agosto, no espaço “Tem a Palavra”, do programa Capital Central, durante um debate dedicado aos desafios da harmonização das normas e da redução das burocracias no comércio regional.
O engenheiro agrónomo Adérito Costa considera necessário reforçar a interacção comercial entre os Estados-membros da SADC, sobretudo através da melhoria das condições de circulação de pessoas e mercadorias.
Segundo o especialista, as diferenças nas condições de acesso e circulação existentes em algumas regiões continuam a dificultar o aproveitamento do potencial comercial da comunidade.
Adérito Costa defende, por isso, o aproveitamento das regiões com melhores condições de acesso para dinamizar as trocas comerciais e facilitar a ligação entre os mercados dos países membros.
Por sua vez, o especialista em Relações Internacionais Horácio Nsimba aponta o reforço da competitividade como outro factor determinante para aprofundar a integração económica regional.
Para o especialista, cada Estado deve identificar os sectores e produtos em que possui maiores vantagens comparativas, de modo a aumentar a sua capacidade de participação no mercado regional.
Horácio Nsimba considera que Angola deve determinar os produtos que consegue produzir com menores custos e maior qualidade, criando condições para aumentar as exportações e tirar maior proveito da integração na SADC.
Já o economista Celestino Lumbungululu defende a simplificação dos processos económicos e a redução dos obstáculos burocráticos que dificultam a actividade dos empreendedores e a circulação de bens e serviços.
Na sua perspectiva, a criação de mecanismos mais simples e eficientes poderá facilitar as trocas comerciais e estimular o crescimento económico dos países da região.
O economista considera ainda que a assimetria económica entre os Estados-membros constitui um dos principais desafios à integração regional, defendendo maior cooperação para reduzir os desequilíbrios existentes.
Os especialistas convergiram na necessidade de fortalecer a cooperação económica, harmonizar procedimentos e reduzir barreiras administrativas, como forma de tornar o comércio regional mais eficiente, competitivo e capaz de beneficiar os países da SADC.



