O governador do estado de Osun, no Sudoeste da Nigéria, Ademola Adeleke, manteve o seu cargo nas eleições estaduais realizadas no fim-de-semana, foi ontem anunciado.
O governador eleito Adeleke, que concorreu pelo partido Accord, recebeu pouco mais de 511 mil votos, derrotando outros 14 candidatos, incluindo Bola Oyebamiji, do partido no poder, Congresso de Todos os Progressistas (APC). Oyebamiji obteve pouco mais de 444.800 votos, ficando em segundo lugar numa eleição que contou com um milhão de eleitores inscritos. Adeleke venceu em 19 das 30 áreas de governo local do estado de Osun, enquanto Oyebamiji, do APC, venceu em 11 bastiões eleitorais.
No domingo, o oficial de regresso da comissão eleitoral nigeriana para o estado de Osun, Joshua Ogunwole, declarou Adeleke, governador validamente eleito. A reeleição de Adeleke gerou festejos em vários sectores de Osun, incluindo o seu sobrinho, o músico de Afrobeats Davido, que publicou um vídeo da sua reacção no Instagram.
Depois de ter sido apresentado como o candidato do partido Accord às eleições de Osun, depois das primárias do partido em Dezembro de 2025, Adeleke, de 66 anos, defendeu o seu cargo por um partido político diferente daquele que patrocinou a sua eleição em 2022. Em 2022, concorreu com sucesso pelo Partido Democrático Popular (PDP), da oposição, derrotando o então governador Gboyega Oyetola, do Congresso de Todos os Progressistas (APC).
Na preparação para as eleições de 15 de Agosto de 2026, Adeleke demonstrou confiança de que defenderia o seu cargo. Adeleke entrou na política em Julho de 2017, quando foi eleito senador por Osun Oeste após a morte do seu irmão mais velho, Isiaka Adeleke, em Abril desse ano. Ademola Adeleke concorreu pelo Partido Democrático Popular (PDP) para vencer a eleição suplementar para o Senado.
Em Setembro de 2018, candidatou-se ao governo de Osun, mas perdeu para o candidato do Congresso de Todos os Progressistas (APC), Gboyega Oyetola. Em Julho de 2022, Adeleke derrotou o então governador Oyetola e tornou-se governador. Antes da política, Adeleke viveu nos Estados Unidos e trabalhou como contratado de serviços de entrega. Posteriormente, desempenhou as funções de Director Executivo da Guinness Nigeria PLC de 1992 a 1999 e da Pacific Holdings Limited de 2001 a 2016. O pai de Davido, Adedeji Adeleke, é proprietário da Pacific Holdings.
Entretanto, a campanha eleitoral começou ontem na Nigéria, cinco meses antes do pleito marcado para Janeiro de 2027. O país mais populoso de África atravessa a sua pior crise económica em décadas, enquanto o Presidente Bola Tinubu procura um segundo mandato. A votação presidencial será realizada a 16 de Janeiro, juntamente com as eleições parlamentares, enquanto as eleições para governador serão realizadas a 6 de Fevereiro.
A eleição será, em parte, uma desforra de 2023, com Tinubu a concorrer novamente contra o ex-governador do Sudeste, Peter Obi, e o ex-vice-presidente Atiku Abubakar. O presidente enfrenta 18 candidatos da oposição. Tinubu venceu essa eleição com 36,6% dos votos. Abubakar obteve 29% e Obi, 25%.
"As questões mais importantes para mim são a economia e o custo de vida", disse o funcionário público Afolayan Abdullahi, de 42 anos, que afirmou que pretendia votar em Tinubu.
O partido Congresso de Todos os Progressistas (APC), de Tinubu, controla a Assembleia Nacional e 31 dos 36 governos estaduais.
Rabiu Kwankwaso, que obteve cerca de seis por cento dos votos nas eleições de 2023, juntou-se a Obi para se candidatar como seu vice-presidente.
A participação eleitoral foi de apenas 27% em 2023.
Presidente pede apoio da diáspora
O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, exortou os cidadãos nigerianos residentes no estrangeiro a irem além do envio de remessas para casa e a começarem a construir participações produtivas na economia. O presidente afirmou que as remessas, embora vitais para sustentar milhões de famílias nigerianas, devem agora tornar-se a base do envolvimento da diáspora, e não o seu tecto.
“A Nigéria vê-vos. A Nigéria valoriza-vos. A Nigéria precisa de vós”, disse o Presidente Tinubu num discurso proferido por Abdur-Rahman Balogu, representante da Comissão dos Nigerianos na Diáspora (NiDCOM), durante a Conferência Económica da Diáspora Nigeriana (NIDEC), 2026, em Toronto, Canadá. O Presidente afirmou que os indicadores económicos da Nigéria apontam para um país em genuína recuperação.



