Adis Abeba - O Governo etíope repatriou, nos últimos 12 meses, quase 100 mil cidadãos que se encontravam em condições consideradas difíceis no estrangeiro, no âmbito de uma iniciativa liderada pelas autoridades, anunciou hoje o Ministério da Mulher e Assuntos Sociais.
Adis Abeba - O Governo etíope repatriou, nos últimos 12 meses, quase 100 mil cidadãos que se encontravam em condições consideradas difíceis no estrangeiro, no âmbito de uma iniciativa liderada pelas autoridades, anunciou hoje o Ministério da Mulher e Assuntos Sociais.
Segundo um comunicado do Ministério, mais de 98.900 etíopes regressaram em segurança ao país durante a mais recente fase do programa coordenado de repatriamento, iniciado a 15 de Setembro de 2025.
Só na última semana, 2.463 cidadãos etíopes em situação irregular foram repatriados da Arábia Saudita, onde se encontravam “retidos em condições difíceis”, informou a instituição, citada pela Xinhua.
O Governo etíope e parceiros humanitários estão actualmente a desenvolver acções coordenadas para garantir assistência e cuidados adequados aos cidadãos que regressam ao país, incluindo o acolhimento temporário, a reabilitação e a reunificação familiar.
Apesar das campanhas de sensibilização promovidas pelas autoridades sobre os riscos do tráfico de seres humanos, as estimativas indicam que milhares de etíopes são vítimas de tráfico todos os anos para a Arábia Saudita e outros países do Golfo, onde trabalham principalmente no sector informal.
Além do risco de detenção e de outras dificuldades, os migrantes etíopes enfrentam perigos potencialmente fatais durante a travessia do Mar Vermelho, numa tentativa de chegar aos países do Golfo através do Iémen, país afectado pelo conflito armado. CV



