Os Estados Unidos da América anunciaram mais 267 milhões de dólares em assistência directa de saúde e apoio humanitário para reforçar o combate ao surto de Ébola na República Democrática do Congo.
O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado norte-americano, a 23 de Setembro, à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Em entrevista à Rádio Correio da Kianda, a Porta-Voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para a Língua Portuguesa, Amanda Robson, explicou que o novo financiamento será usado para reforçar a resposta ao surto e apoiar as comunidades afectadas.
Entre as medidas previstas estão a criação de novas unidades de tratamento do Ébola, o reforço das equipas responsáveis por sepultamentos seguros e dignos, a aquisição de equipamentos de protecção individual, o aumento da vigilância epidemiológica, o fornecimento de produtos essenciais de saúde e o rastreamento de contactos.
Com este novo financiamento, o apoio directo do Governo norte-americano à resposta ao surto chega a cerca de 887 milhões de dólares, dos quais mais de 780 milhões foram disponibilizados pelo Departamento de Estado.
Amanda Robson disse que, através dos mais de 780 milhões de dólares disponibilizados pelo Departamento de Estado, já foram enviados 292 toneladas métricas de suprimentos humanitários para as zonas afectadas.
O apoio permitiu ainda realizar cerca de 8,6 milhões de exames de saúde, distribuir 184 mil equipamentos essenciais de prevenção da doença e colocar em funcionamento 23 centros especializados no tratamento do Ébola. O programa apoia também 235 unidades de saúde nas zonas afectadas pelo surto.
A representante norte-americana afirmou que os Estados Unidos continuam a ser o maior fornecedor de assistência de saúde e ajuda humanitária para a resposta ao actual surto de Ébola.
Washington está a trabalhar em coordenação com as autoridades da República Democrática do Congo, Uganda, outros países da região e os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC.
O Departamento de Estado activou uma força-tarefa específica para a resposta ao Ébola, com especialistas que participaram em anteriores surtos da doença.
Segundo dados divulgados pelas autoridades congolesas no final de Setembro, o surto já tinha ultrapassado os 8 mil casos e 3.900 mortes, tornando-se o maior e mais mortal surto de Ébola registado na história da República Democrática do Congo.
Amanda Robson defendeu, entretanto, que a resposta ao Ébola deve ser regional e global, tendo em conta o risco de propagação do vírus para outros países.
Sobre Angola, a porta-voz afirmou que os especialistas norte-americanos estão a avaliar as necessidades dos diferentes países e a trabalhar com parceiros locais para reforçar a prevenção e a capacidade de resposta.
A responsável apelou ainda às populações para seguirem as informações oficiais e adoptarem as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias.




