Washington — Os Estados Unidos anunciaram esta terça-feira novas sanções contra dez pessoas e entidades sediadas no Irão, Hong Kong e Paquistão, acusadas de participarem em redes de aquisição de armas e componentes destinados à estrutura militar iraniana.
A medida foi anunciada pelo Departamento do Tesouro norte-americano no âmbito da campanha denominada “Operation Economic Outcast”, destinada a reduzir as fontes de financiamento disponíveis para o Governo iraniano.
Segundo as autoridades norte-americanas, os indivíduos e entidades sancionados terão desempenhado funções de apoio à aquisição de equipamentos e componentes para o Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas do Irão.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington continuará a identificar e isolar os agentes considerados facilitadores das actividades militares iranianas.
A decisão surge no mesmo dia em que continuam os esforços diplomáticos para alcançar um entendimento entre Washington e Teerão. As negociações indirectas têm sido conduzidas com a intervenção de mediadores, incluindo o Qatar, mas continuam a existir divergências importantes sobre o programa nuclear iraniano e as condições para o levantamento das sanções.
As novas medidas aumentam a pressão económica sobre o Irão num momento em que a moeda nacional atingiu um novo mínimo histórico. O rial chegou a ser negociado acima de 2,5 milhões de unidades por dólar norte-americano, reflectindo o impacto acumulado das sanções e do conflito.
A pressão sobre o sector energético também permanece elevada. O bloqueio e as perturbações no estreito de Ormuz reduziram o fluxo de petróleo através de uma das principais rotas mundiais de transporte de energia, embora os volumes de exportação do Médio Oriente tenham recuperado parcialmente durante Setembro.
Washington mantém a exigência de que qualquer entendimento com Teerão inclua compromissos relativos ao programa nuclear iraniano. O Irão, por seu lado, afirma estar disposto a negociar, mas rejeita condições que considere impostas através de pressão militar ou económica.
A situação continua, assim, marcada por duas vias paralelas: a intensificação da pressão económica norte-americana e a tentativa de mediadores regionais de manter abertas as negociações diplomáticas entre Washington e Teerão.




