Bucareste - O político ultra nacionalista da Roménia Calin Georgescu, candidato às eleições presidenciais do país em 2024, está detido no âmbito de uma investigação sobre um alegado delito milionário contra empresários romenos.
Bucareste - O político ultra nacionalista da Roménia Calin Georgescu, candidato às eleições presidenciais do país em 2024, está detido no âmbito de uma investigação sobre um alegado delito milionário contra empresários romenos.
Georgescu foi detido, hoje, pela polícia quando se dirigia para uma piscina e transportado para casa, na localidade de Mogosoaia, perto de Bucareste.
De acordo com a emissora Digi 24, a operação policial incluiu cinco mandados de busca na capital e arredores.
Calin Georgescu deve ser interrogado ainda hoje na sede da Direcção de Investigação ao Crime Organizado e Terrorismo (DIICOT), em Bucareste.
As autoridades acusaram o político de orquestrar delitos financeiros que supostamente causaram prejuízos superiores a um milhão de euros.
A acusação alegou que o político de 64 anos actuou como líder de um trio composto também por outro romeno e um cidadão italiano.
Os três indivíduos, segundo a polícia, operavam desde 2021 na Roménia e no Reino Unido como um grupo de "crime organizado" para cometer "fraudes com consequências particularmente graves e de forma continuada".
Os suspeitos apresentaram-se como empresários capazes de obter financiamentos de "milhões de euros" e solicitavam garantias às vítimas para alegados empréstimos no estrangeiro.
Num caso concreto, prometeram a uma pessoa um financiamento de seis milhões de euros, seguido de outro de 15 milhões de euros.
A vítima, que apresentou queixa, terá transferido garantias no valor de mais de 1,1 milhões de euros.
Com um perfil eurocéptico e pró-Rússia, Georgescu atraiu a atenção internacional depois de ter vencido inesperadamente a primeira volta das eleições presidenciais romenas, no final de 2024.
O Tribunal Constitucional da Roménia anulou a candidatura devido à interferência de "um actor estatal estrangeiro" em referência à Rússia e ordenou a repetição de todo o processo eleitoral.
A Justiça abriu vários processos contra Georgescu, incluindo acusações de alegado atentado contra a ordem constitucional, branqueamento de capitais e propaganda antissemita e extremista. CQ/OHA




