Exigida a libertação de Domingos Pereira

Algumas dezenas de guineenses em Portugal manifestaram-se, sexta-feira, para exigir a intervenção da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na libertação do líder da oposição da Guiné-Bissau, bem como na aplicação de “sanções contra os golpistas”.
“Estamos aqui para exigir a intervenção da CPLP para a libertação de Domingos Simões Pereira, que é presidente da Assembleia Nacional Popular”, declarou, à Lusa, o activista político Sumaila Jaló, acrescentando que os guineenses também exigem a aplicação de sanções, que consideram uma forma de a organização se redimir dos “erros graves”. Segundo o activista, a CPLP, que assinalou ontem 30 anos, “tem sido cúmplice da própria ditadura” no país lusófono. Na manifestação, que ocorreu em frente à sede da CPLP, em Lisboa, estavam cerca de 30 cidadãos guineenses, empunhando cartazes que diziam “abaixo sissoquismo (referência ao ex-Presidente Sissoco Embaló), “fora golpistas”, “vozes guineenses importam” e “liberdade aos presos”. No início do protesto, os cidadãos guineenses fizeram um minuto de silêncio em memória ao activista Vigário Luís Balanta, que foi encontrado morto num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau. “O regime quer obrigar-nos a esquecer o Vigário. O assassinato do Vigário deu-se numa circunstância em que está à frente de um amplo e diverso movimento contra a ditadura na própria Guiné-Bissau”, referiu o activista, acusando “a ditadura sissoquista, hoje camuflada de alto comando militar”, pelo crime.



