Extremistas atacam comunidade na Nigéria e deixam rasto de morte e destruição

Um ataque levado a cabo por extremistas no noroeste da Nigéria provocou a morte de mais de 20 pessoas na comunidade de Fesken Rafi, no distrito de Arewa, estado de Kebbi, junto à fronteira com o Níger.
A informação consta de um relatório de segurança confidencial elaborado para as Nações Unidas e consultado pela agência AFP, que aponta como suspeitos membros do grupo extremista Lakurawa, ativo na região.
Segundo o documento, o ataque terá ocorrido há alguns dias, mas só foi tornado público no passado fim de semana, após uma visita do vice-governador do estado de Kebbi à zona afetada.
O relatório indica ainda que a ofensiva aconteceu após um período de relativa trégua na atividade do grupo na região, o que surpreendeu as autoridades locais e agravou a preocupação com a segurança das comunidades fronteiriças.
Os grupos armados que operam no noroeste da Nigéria são frequentemente associados a ataques violentos, incluindo raptos para resgate, roubo de gado e extorsão a agricultores, ações que têm alimentado um clima de insegurança persistente no norte e centro do país.
As forças de segurança nigerianas têm enfrentado dificuldades no controlo da região, onde também operam organizações como o Boko Haram e a Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP), responsáveis por anos de insurgência e milhares de mortos.
O relatório alerta ainda que a atuação do grupo Lakurawa, que continua presente ao longo da fronteira entre a Nigéria e o Níger, pode evoluir para uma ameaça transnacional, devido à sua alegada composição multinacional, o que complica os esforços de combate ao terrorismo.
Alguns investigadores associam o grupo ao Estado Islâmico no Sahel, ativo sobretudo no Mali e no Níger, numa rede de influências que reforça a preocupação internacional com a expansão da violência extremista na região.


