
Luanda - O número de casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) subiu, este sábado, para 689, dos quais 139 resultaram em mortes, indicaram as autoridades do país, num comunicado tornado público.
De acordo com um comunicado divulgado na plataforma social X, pelo Ministério da Comunicação e dos Media da RDC, a taxa de letalidade do vírus é de 20,2 por cento, e 29 das 104 zonas de saúde nas províncias de Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte e Kivu do Sul estão actualmente afectadas.
O comunicado, citado pela Lusa, recorda que a epidemia começou na região Leste do país, no dia 15 de Maio últumo.
"Os centros de tratamento acolhem actualmente 315 doentes em isolamento, com uma taxa de ocupação de 69,7 por cento, e está a ser mobilizada capacidade adicional para garantir cuidados rápidos e seguros a cada novo doente", informou o Ministério da Comunicação.
Até à data, o número de doentes que receberam alta mantém-se nos 32, tendo sido reportados 419 alertas, dos quais 90 por cento foram investigados para identificar possíveis casos.
O surto declarado em Ituri alastrou-se às províncias orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul e ao Uganda, onde foram detectadas 19 infecções, incluindo 14 casos considerados importados da República Democrática do Congo, entre os quais se registaram duas mortes.
Esta epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre os 30 e os 50 por cento, para a qual ainda não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A OMS considera o risco elevado na África Subsariana e baixo a nível global, estimando que o vírus tenha começado a circular em Ituri, cerca de dois meses antes da declaração de surto, que foi classificado a 17 de Maio como uma "emergência de saúde pública de importância internacional".
O vírus Ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.


