O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, cancelou a sua deslocação à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, onde deveria participar nos trabalhos da Assembleia Geral. A decisão presidencial foi motivada pelas restrições de viagem internacionais em vigor, decorrentes do surto de Ébola que atinge o território congolês.
A ausência do chefe de Estado congolês no maior palco da diplomacia mundial surge num momento em que a República Democrática do Congo enfrenta sérios desafios sanitários. O vírus do Ébola, que tem assolado várias províncias do país, forçou a adopção de medidas preventivas rigorosas e de protocolos de biossegurança que limitam a mobilidade das delegações oficiais para o estrangeiro.
As restrições de viagem impostas a países assolados por surtos epidémicos continuam a ser um tema de debate aceso na arena internacional. Especialistas em saúde pública e diplomacia apontam que, embora as medidas visem conter a propagação de patógenos perigosos, estas acabam por limitar a participação de líderes africanos em fóruns de decisão global, onde se discutem precisamente os apoios financeiros e logísticos para combater estas crises sanitárias.
Apesar da ausência física de Félix Tshisekedi, a representação da República Democrática do Congo na Assembleia Geral das Nações Unidas deverá ser assegurada por uma delegação diplomática reduzida ou através de intervenções virtuais. O foco do governo congolês permanece firmemente direccionado para o combate interno à epidemia e para a mitigação dos impactos socioeconómicos causados pelas restrições de circulação.




