Filho de Mugabe declara-se culpado de acusações de crimes de posse de arma na África do Sul

O filho do falecido ex-líder do Zimbábue, Robert Mugabe, declarou-se, nesta sexta-feira 17, culpado de acusações sobre posse e porte de arma de fogo, em um caso de tiroteio de grande repercussão na África do Sul.
Bellarmine Chatunga Mugabe, 29 anos, admitiu em um tribunal de Joanesburgo estar ilegalmente no país e de ter apontado uma arma de fogo contra o seu jardineiro. Entretanto, nega ter atirado e ferido gravemente o homem durante uma altercação no subúrbio sofisticado de Hyde Park.
Segundo a Agência France Press, o filho do ex presidente do Zimbawe havia sido preso junto com seu primo e também arguido no processo, identificado como Tobias Mugabe Matonhodze, após o incidente de Fevereiro deste ano.
Enquanto Bellarmine Mugabe negou a acusação de tentativa de homicídio, Matonhodze se declarou culpado de tentativa de homicídio, além de violar as leis de imigração e armas de fogo.
A Advogada de Defesa, Sinenhlanhla Mnguni, afirmou que Inicialmente, havíam dialogado com o Estado com a intenção de finalizar um acordo de confissão e sentença, “mas essas discussões desmoronaram no último minuto.”
A defesa rejeitou as alegações de que Matonhodze está assumindo a responsabilidade em nome de Mugabe, tendo classificado as declarações como “ridículas.”
A polícia afirma que a arma usada no tiroteio ainda não foi recuperada.
O caso foi adiado para 24 de Abril, enquanto as investigações continuam.
Bellarmine Mugabe, conhecido por um estilo de vida luxuoso em Joanesburgo, é um dos filhos do falecido homem forte zimbabuano, que governou o país por quase quatro décadas antes de ser deposto em 2017.
O caso continua a chamar atenção, destacando tanto sensibilidades legais quanto políticas em torno de uma das famílias mais proeminentes do sul da África.


