Genebra - O Sudão do Sul está prestes a enfrentar um fenómeno El Niño mais intenso do que antes, além da guerra e ruína económica, quando a ajuda humanitária internacional está pode esgotar-se, segundo o Programa Alimentar Mundial.
Genebra - O Sudão do Sul está prestes a enfrentar um fenómeno El Niño mais intenso do que antes, além da guerra e ruína económica, quando a ajuda humanitária internacional está pode esgotar-se, segundo o Programa Alimentar Mundial.
O alerta foi dado terça-feira, em Genebra, pelo vice-diretor-executivo de Operações de Programas da agência da ONU, Matthew Hollingworth, depois de regressar de uma avaliação no terreno com mais da metade da população tentando sobreviver, de acordo com a ONU News.
Segundo o responsável, o cenário de mais de 7,8 milhões de pessoas tentando encontrar comida é desolador.
O déficit nutricional atinge gravemente 2,2 milhões de crianças e 1,2 milhão de gestantes e mulheres amamentando. Sem fundos doados com urgência, mais de 1 milhão de pessoas vulneráveis perderão a assistência vital a partir de Outubro.
À profunda crise sul-sudanesa soma-se a propagação do conflito no vizinho Sudão. A cada semana, cerca de 3 mil refugiados e repatriados cruzam a fronteira em busca de abrigo e alimento.
O impacto climático extremo agrava o desespero. Em Canal Pigi, no estado de Jonglei, terras agrícolas permanecem submersas sete anos após as primeiras grandes inundações.
A água acumulada está agora estagnada e imprópria para consumo em meio à seca severa motivada pelo fenómeno Super El Niño. A insegurança alimentar alastra-se por toda a região, atingindo os vizinhos Sudão, Eritreia, Etiópia, Uganda e Quênia.
O Programa Alimentar Mundial (PAM) enfrenta um déficit de US$ 86 milhões dentro dos US$ 416 milhões necessários para cobrir as necessidades dos próximos seis meses. Sem esse montante, o auxílio aos refugiados, deslocados e comunidades afectadas pelo risco iminente de fome em pelo menos quatro zonas de Jonglei será interrompido.
Diante do colapso iminente, a ONU fez um apelo directo às autoridades do país. Hollingworth disse que o fardo não pode recair apenas sobre os trabalhadores humanitários.
Ao Governo do Sudão do Sul, destacou que é preciso mobilizar recursos próprios para proteger seus cidadãos e agir com firmeza para erradicar os bloqueios e a extorsão nas estradas.
O Sudão do Sul está à beira do maior desastre humanitário de seus 13 anos de independência. A crise exige uma resposta internacional imediata para evitar uma tragédia em larga escala noticia a ONU News. ADR




