O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um novo pacote de apoio financeiro à Libéria no valor de cerca de 266 milhões de dólares, com um desembolso imediato de aproximadamente 26,49 milhões de dólares para apoiar as reformas económicas em curso e os esforços de resiliência do país.
O Conselho Executivo do FMI aprovou um acordo de 21 meses no âmbito do seu Mecanismo de Resiliência e Sustentabilidade, juntamente com a conclusão da terceira revisão do programa de Crédito Alargado existente da Libéria.
O programa de reformas mais vasto da Libéria visa restaurar a estabilidade macroeconómica, manter a sustentabilidade da dívida, reforçar os sistemas financeiros e melhorar a governação, afirma o FMI. Os dados económicos recentes mostram que o crescimento acelerou para 5,1 por cento em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento da actividade mineira, enquanto o ambiente político se manteve favorável às reformas no âmbito da Agenda ARREST para o Desenvolvimento Inclusivo do Governo.
Após a decisão do Conselho, o director-geral adjunto do FMI, Bo Li, afirmou: “As autoridades mantiveram políticas macroeconómicas sólidas e fizeram progressos nas reformas estruturais no âmbito do Acordo de Linha de Crédito Alargado (ECF). “O desempenho económico tem sido robusto. Ao mesmo tempo, a deterioração das condições globais aumentou os riscos de queda, particularmente, devido aos elevados preços do petróleo e à redução da assistência bilateral”.
Redução das vulneralidades da dívida
O FMI deu nota de que os ajustamentos fiscais ajudaram a reduzir as vulnerabilidades da dívida, com as reformas das despesas a permitirem ao Governo canalizar mais recursos para projectos de investimento prioritários e programas sociais essenciais. No entanto, sublinhou que ainda são necessários mais progressos. “Para mitigar o impacto dos elevados preços do petróleo, as autoridades introduziram subsídios temporários e direcionados para apoiar os transportes públicos. O orçamento suplementar recentemente aprovado permitirá uma maior alocação para as despesas sociais, preservando a disciplina fiscal”, disse Li.
O FMI destacou, ainda, os planos da Libéria para reforçar as receitas internas através da introdução do imposto sobre o valor acrescentado em 2027, de reformas na tributação mineira e na redução das isenções fiscais. Espera-se que estas medidas apoiem o financiamento das prioridades nacionais na agenda da Agricultura, Estradas, Estado de Direito, Educação, Saneamento e Turismo.
Em relação à política monetária, prevê-se que o Banco Central da Libéria se mantenha cauteloso em resposta às pressões económicas globais, particularmente ao aumento dos preços do petróleo, ao mesmo tempo que prossegue os esforços para reforçar o sector bancário. Isto inclui a aplicação de planos de reestruturação e a redução de empréstimos em incumprimento para impulsionar o crédito ao sector privado.
Nomeado novo chefe do combate ao tráfico de droga
O Presidente Joseph Boakai nomeou, ontem, um novo chefe para a Agência de Combate às Drogas da Libéria, após duas grandes apreensões de cocaína nas últimas semanas, incluindo a maior apreensão de droga da história do país da África Ocidental.
O Chefe de Estado fez o anúncio após uma reunião conjunta de segurança para discutir as recentes apreensões, avaliadas em 19 milhões de dólares e 317 milhões de dólares, respectivamente.
As apreensões de cocaína ocorreram no meio de crescentes pedidos de responsabilização no combate às drogas. Bokai nomeou o major-general reformado Daniel DeeZiankahn para servir como director-geral da Agência de Combate às Drogas da Libéria (LDEA), uma nomeação que também necessitará da confirmação do Senado.
No final de Julho, as autoridades realizaram a maior apreensão de droga da história da Libéria, confiscando quase quatro toneladas de cocaína numa operação na estrada que conduz ao principal aeroporto do país, a cerca de 30 quilómetros da capital, Monróvia. A operação seguiu-se a outra grande apreensão de aproximadamente 238 quilos de cocaína que tinha sido apresentada como carga comercial comum, incluindo cubos de tempero Maggi, no Aeroporto Internacional Roberts, em Junho.




