Centenas de franceses encheram as ruas de França ao longo desta semana para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis, o preço da habitação o elevado custo de vida.
Os protestos se intensificaram este fim-de-semana, quando centenas saíram às ruas em apoio as reivindicações dos estudantes, resultando em confrontos entre os policias e manifestantes.
De acordo com a imprensa internacional, a policia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes encapuzados e mascarados que arremessavam petardos e outros objectos contra as forças de segurança na Praça da República, ao mesmo tempo que gritavam "Macron, demissão".
Para o local foi destacado um forte contingente do corpo de intervenção.
Por toda a França, milhares de pessoas responderam a apelos nas redes sociais para reactivar o movimento dos "coletes amarelos", que surgiu em 2018 contra a injustiça social.
Grupos de estudantes, em protesto desde meados de Setembro através de bloqueios de escolas, apelaram aos seus apoiantes para se juntarem às acções.
A CGT, uma das principais centrais sindicais de França, também apoiou os protestos, exigindo "salários e pensões mais elevados, preços mais baixos e a salvaguarda de serviços públicos que respondam às necessidades da população".
Segundo o gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, as autoridades registaram 140 acções de protesto fora da região de Paris até ao meio-dia, envolvendo mais de 30 mil pessoas.
As autoridades francesas deram conta de pelo menos 166 detidos em todo o país.




