Bruxelas — Os países do Grupo dos Sete concordaram esta sexta-feira em libertar 100 milhões de barris de gasóleo e petróleo bruto das suas reservas de emergência, numa tentativa de responder à subida dos preços dos combustíveis e às perturbações provocadas pela guerra no Médio Oriente.
O acordo prevê uma libertação coordenada através da Agência Internacional de Energia, devendo a operação começar imediatamente e prolongar-se por quatro meses. Uma parte significativa do gasóleo deverá chegar ao mercado nos primeiros 20 dias.
O anúncio surgiu depois de semanas de pressão dos Estados Unidos para que os países europeus utilizassem as suas reservas estratégicas. Washington tinha advertido que poderia restringir as exportações norte-americanas de gasóleo caso a Europa não tomasse medidas para aumentar a oferta.
O comunicado do G7 não especifica quanto petróleo bruto, gasóleo ou outros produtos serão disponibilizados por cada país. Também não identifica detalhadamente todos os participantes na operação, deixando alguns aspectos da implementação ainda por esclarecer.
A decisão surge depois de uma operação de emergência anterior, coordenada pela Agência Internacional de Energia, que envolveu cerca de 400 milhões de barris. Segundo dados citados pela Reuters, aproximadamente dois terços desse volume já tinham sido disponibilizados.
Os países do G7 comprometeram-se igualmente a evitar restrições às exportações de produtos energéticos entre si. Os mercados reagiram ao anúncio com uma descida dos preços dos contratos futuros de gasóleo nos Estados Unidos e na Europa.




