Acordo permite que importadores ganeses paguem a fornecedores chineses a partir de contas na moeda local, o cedi, reduzindo a dependência de intermediários financeiros e optimizando as transacções bilaterais.
Os importadores do Gana já podem efectuar pagamentos directos aos seus fornecedores na China utilizando o yuan chinês, eliminando a necessidade de recorrer ao dólar norte-americano como moeda intermediária. A nova medida permite que as transacções sejam liquidadas directamente a partir de contas bancárias denominadas em cedi, a moeda nacional ganesa, simplificando significativamente o processo de importação e reduzindo os custos associados às operações cambiais duplas.
Até à implementação desta medida, os empresários ganeses eram obrigados a converter os seus cedis em dólares norte-americanos para, posteriormente, os fornecedores chineses converterem esses fundos em yuan. Este processo tradicional resultava em perdas financeiras adicionais devido às taxas de conversão e à volatilidade do mercado cambial internacional. A eliminação deste intermediário financeiro promete trazer maior estabilidade e previsibilidade aos custos de importação no país da África Ocidental.
A decisão reflecte também uma tendência global de desdolarização, onde economias emergentes procuram diversificar as suas reservas e os mecanismos de liquidação de comércio externo. Especialistas apontam que a adopção de moedas locais ou da moeda do parceiro comercial directo contribui para a soberania económica e para a eficiência dos fluxos comerciais regionais e internacionais.




