“Geopolítica pode falar mais alto que programas dos candidatos a sucessão de Guterres” – Analista

Durante o debate público realizado na sede da ONU, em Nova Iorque, o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, defendeu uma reforma da organização para a tornar mais eficiente e capaz de responder aos principais desafios do mundo actual, com destaque para a promoção da paz e da segurança, a defesa dos direitos humanos e o desenvolvimento sustentável.
Segundo Adalberto Malú, a intervenção de Macky Sall demonstrou um conhecimento sólido sobre o funcionamento das organizações internacionais, sustentado pela experiência adquirida enquanto Chefe de Estado. Ainda assim, o analista considera que o principal obstáculo à candidatura do político senegalês reside na geopolítica e na ausência de um consenso africano em torno do seu nome.
O especialista acrescenta que, tendo em conta o princípio da rotação regional, aumenta a possibilidade de o próximo Secretário-Geral ser proveniente da América Latina. Contudo, sublinha que o factor decisivo será a capacidade do candidato de conquistar a confiança dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
O processo de escolha terá início no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde os cinco membros permanentes dispõem de poder de veto. O nome aprovado será posteriormente submetido à votação final na Assembleia Geral da ONU.
Recorde que além de Macky Sall, disputam o cargo Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan e Carolyn Rodrigues-Birkett.


