O Ghana apresentará formalmente um pedido de adesão aos BRICS, após a aprovação do gabinete do Presidente John Dramani Mahama, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Samuel Okudzeto Ablakwa. Ablakwa disse que a decisão faz parte dos esforços para diversificar as parcerias internacionais do Ghana e criar mais oportunidades para o desenvolvimento económico, informou a Agência de Notícias do Ghana.
“Outro ponto importante que estou a divulgar ao povo ghanês pela primeira vez é que o Gabinete do Presidente John Dramani Mahama decidiu que o Ghana deve apresentar um pedido formal de adesão aos BRICS”, disse Ablakwa. O ministro afirmou que a adesão ao bloco complementaria, em vez de substituir, as relações existentes do Ghana com os parceiros tradicionais de desenvolvimento. “Sabem que somos membros do FMI, somos membros do Banco Mundial e somos também membros fundadores das instituições financeiras multilaterais africanas. Mas o BRICS oferece-nos a oportunidade de ter opções em desenvolvimento, e vocês querem ter opções”, disse.
Ablakwa disse que a me-dida estava alinhada com
o objectivo do Governo de Mahama de levar o país à estabilização económica para um crescimento transformador. Identificou a Índia, o Brasil e a China como importantes parceiros económicos, destacando a expansão do comércio entre o Ghana e a Índia. Disse que o comércio bilateral mais do que duplicou, passando de cerca de 3 mil milhões de dólares em 2024 para aproximadamente 7 mil milhões de dólares.
O governo está a preparar a candidatura formal e procurará o apoio dos atuais membros dos BRICS, disse Ablakwa. Acrescentou que o Ghana solicitou formalmente o apoio da Índia para a sua candidatura à adesão e recebeu uma resposta encorajadora de Subrahmanyam Jaishankar, ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, que se encontra em visita oficial a Acra.
O BRICS foi formado como BRIC, composto pelo Brasil, Rússia, Índia e China, e foi formalizado na primeira reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do BRICS à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, em 2006.




