Accra - A ministra do Género, Infância e Protecção Social ghanense, Agnes Naa Momo Lartey, apelou, terça-feira, a uma acção urgente para traduzir a Lei de Acção Afirmativa (Equidade de Género) do Ghana, de 2024, em ganhos mensuráveis na representação das mulheres.
Accra - A ministra do Género, Infância e Protecção Social ghanense, Agnes Naa Momo Lartey, apelou, terça-feira, a uma acção urgente para traduzir a Lei de Acção Afirmativa (Equidade de Género) do Ghana, de 2024, em ganhos mensuráveis na representação das mulheres.
Citada hoje pelo jornal online Ghanaian Times, afirmou que o país não conseguirá alcançar o desenvolvimento sustentável enquanto as mulheres permanecerem amplamente ausentes da liderança e da tomada de decisões.
Lartey disse que a acção deixou de ser apenas uma questão de defesa de direitos e se tornou um pilar central do trabalho do ministério, exigindo implementação deliberada, monitoramento e engajamento público.
O apelo ocorreu durante um programa de capacitação para mulheres na mídia sobre a implementação da Lei 1121, organizado pelo Departamento de Género do Ministério de Género, Infância e Projecção Social (MoGCSP).
Segundo declarou, o Ghana assumiu um importante compromisso legislativo com a aprovação da lei, mas que agora o foco deve mudar para garantir que a lei produza resultados tangíveis nas comunidades, nos locais de trabalho e nas instituições políticas.
A baixa representação das mulheres na liderança política continua sendo uma grande preocupação, particularmente ao nível do governo local, onde a representação feminina é estimada em cerca de 14%, referiu.
Considerou serem necessários esforços urgentes para aumentar esse número para o limite de 30% e, posteriormente, para níveis mais altos, especialmente em cargos electivos, onde as oportunidades não podiam simplesmente ser adiadas.
A lei estabelece metas progressivas para a representação das mulheres em cargos de tomada de decisão, começando com 30% e subindo para 50% até 2034.
Lartey enfatizou que a iniciativa não se refere apenas às mulheres, mas sim ao desenvolvimento nacional.
Destacou o papel do Presidente John Dramani Mahama na promoção da igualdade de género, incluindo a sua posição como Embaixador da Igualdade de Género e Desenvolvimento da União Africana.
Por seu lado, a diretora-chefe do Ministério, Marian Kpakpa, posteriormente instou a mídia a usar sua influência para educar o público e responsabilizar as instituições por suas obrigações perante a Lei.
Ela afirmou que os jornalistas deveriam investigar quais instituições estavam cumprindo a lei e quais não estavam criando oportunidades iguais para as mulheres.
A presidente da Rede de Mulheres Líderes Africanas, Charity Binka, também instou as organizações de mídia a darem mais espaço às mulheres qualificadas nas discussões sobre questões nacionais. ADR




