A Libéria aceitou receber até 1.200 deportados provenientes dos Estados Unidos, revelaram as autoridades locais, num dos maiores acordos deste tipo, no âmbito da política migratória do governo de Donald Trump. Os deportados serão recebidos ao longo de um ano, com a chegada do primeiro grupo de 20 prevista para a próxima quinta-feira, disse o ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah, aos jornalistas.
Entre os 1.200 deportados, incluem-se cidadãos africanos, bem como nacionais da América do Norte, América do Sul e Caraíbas, acrescentou Piah. Washington estabeleceu com países africanos vários acordos de deportação de imigrantes oriundos de países terceiros. Os acordos, frequentemente secretos, fazem parte de uma ampla repressão norte-americana à imigração ilegal, envolvendo a deportação de milhares de pessoas para quase duas dezenas de países que não são os seus Estados de origem, dizem os defensores. As deportações podem envolver migrantes com ordens de protecção de juízes de imigração norte-americanos para não serem devolvidos aos países de origem, devido a preocupações com a sua segurança. O ministro liberiano não disse se os deportados esperados na Libéria têm tais ordens de protecção. Eles "podem querer pedir asilo" na Libéria após a sua chegada ou "podem sair do país sempre que desejarem", adiantou Piah.
No início da semana, dois migrantes deportados dos Estados Unidos para Eswatini regressaram aos seus países de origem. Os homens – da Mauritânia e da República Democrática do Congo – estavam entre os 30 deportados aceites por Eswatini desde Julho do ano passado, em virtude de um acordo de 5 milhões de dólares com Washington. O cidadão mauritano, que chegou em Julho, solicitou o repatriamento voluntário para poder reunir-se com a sua família, disse o porta-voz interino do governo, Thabile Mdluli, em comunicado.



