O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta terça-feira, 29, atacar os dirigentes do movimento islamita palestiniano Hamas que residem fora da Faixa de Gaza, onde o exército israelita prossegue os ataques.
“Os líderes do Hamas no estrangeiro também estão na nossa mira. Nenhum desses assassinos desprezíveis, que desempenharam um papel central no massacre de 07 de Outubro de 2023, deveria morrer pacificamente na sua cama”, declarou Katz numa mensagem em vídeo.
Israel declarou guerra na Faixa de Gaza para “erradicar” o Hamas a 07 de Outubro de 2023, horas depois de o grupo ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, que provocou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
Desde então, a ofensiva de retaliação israelita no enclave já fez pelo menos 74.022 mortos, na maioria civis, e 175.980 feridos, segundo os dados das autoridades locais, considerados fiáveis pela ONU.
Apesar da entrada em vigor de um cessar-fogo a 10 de Outubro de 2025, o exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis palestinianos e o número de vítimas continuou a aumentar. De acordo com as autoridades de Gaza, mais de 1.420 palestinianos foram mortos e 4.983 feridos desde o início da trégua.
A guerra provocou ainda uma catástrofe humanitária sem precedentes, com a destruição de quase todas as infra-estruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.




