Cidade da Praia - O ministro das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Carlos Tavares, afirmou hoje que o realojamento de cerca de cem pessoas permitirá eliminar as barracas identificadas na cidade da Praia e realojar as famílias em habitações dignas.
Cidade da Praia - O ministro das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Carlos Tavares, afirmou hoje que o realojamento de cerca de cem pessoas permitirá eliminar as barracas identificadas na cidade da Praia e realojar as famílias em habitações dignas.
A intenção foi manifestada durante uma acção de demolição realizada no bairro de Jamaica, na cidade da Praia, que marcou o avanço do programa Casa Para Todos - Nova Geração Barraca Zero, destinado ao realojamento de pessoas que vivem em habitações precárias na capital.
Promovida pelo Ministério das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, a iniciativa envolve o realojamento das famílias em habitações sociais localizadas em Achada Limpo e Palmarejo Grande.
Segundo Carlos Tavares, a iniciativa é um passo no cumprimento do direito à habitação condigna e adiantou que a intervenção envolve também o Ministério da Família e a Câmara Municipal da Praia.
“Com o realojamento de cem pessoas eliminamos o que chamamos de barraca na cidade da Praia”, afirmou Carlos Tavares, acrescentando que, através do levantamento realizado, foram identificadas cerca cem barracas na capital.
A intenção é durante o mandato, segundo o ministro, eliminar as cerca de 2.500 barracas existentes em Cabo Verde, estimadas nas quatro ilhas abrangidas pela intervenção, nomeadamente Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista.
Para a cidade da Praia, a operação representa, conforme Carlos Tavares, “um passo decisivo” na eliminação das habitações precárias e das situações de indignidade habitacional.
O processo, acrescentou, é conduzido através do diálogo e da sensibilização, sobretudo perante casos de resistência à mudança.
“Não vamos deixar nenhum cidadão desamparado (…) não vamos tirar nenhum cidadão das suas habitações sem oferecer alternativa digna”, assegurou.
O governante indicou que o principal critério para o realojamento foi a permanência das pessoas em barracas, independentemente da sua condição social.
No âmbito do projecto-piloto, estão disponíveis cerca de 100 alojamentos para acolher as pessoas identificadas no levantamento.
As novas habitações sociais disponibilizadas têm dois quartos, sala, cozinha e casa de banho, proporcionando condições habitacionais diferentes das encontradas nas barracas.
O programa Barraca Zero prevê a continuidade das intervenções nas ilhas abrangidas, com o propósito de substituir progressivamente as habitações precárias por soluções habitacionais consideradas adequadas pelo Governo. OHA




