Tripoli — Uma greve nacional de professores está a impedir o normal início do novo ano lectivo na Líbia, depois de os docentes terem intensificado protestos contra baixos salários, condições deficientes de trabalho e atrasos no pagamento de direitos financeiros.
Os protestos começaram a 13 de Setembro, quando os professores realizaram concentrações junto de escolas e edifícios governamentais em Trípoli. Duas semanas depois, o sindicato transformou a mobilização numa greve por tempo indeterminado nas escolas públicas.
Os professores afirmam que muitas escolas carecem de equipamentos básicos. Em algumas instituições, computadores, mobiliário e outros materiais estão em condições inadequadas, levando professores e famílias a suportar pessoalmente algumas despesas.
Vários docentes afirmam igualmente que os salários são insuficientes para cobrir as necessidades básicas e que alguns são obrigados a procurar uma segunda actividade profissional para complementar os rendimentos.
A paralisação estendeu-se também a Benghazi, no leste do país. A Líbia continua dividida entre administrações rivais no leste e no oeste, situação que permanece desde o conflito civil iniciado em 2014.
Os pais manifestam preocupações sobre o impacto da greve na educação dos estudantes, embora alguns reconheçam a existência de dificuldades enfrentadas pelos professores. O Ministério da Educação não respondeu de imediato aos pedidos de comentário apresentados pela Reuters.




