O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau considerou que "não há condições" para a realização de eleições a 6 de Dezembro, salientando que o prazo para apresentação de candidaturas terminou na terça-feira sem serem apresentados candidatos.
"Terminou a data limite para submissão de candidaturas às próximas eleições, mas não tenho conhecimento de qualquer candidatura que tenha dado entrada, por isso, acredito que é objectivo dizer que a data de 06 de Dezembro é impraticável, não só por causa dos prazos, mas porque não estão reunidas as condições para uma ida às urnas", disse Domingos Simões Pereira aos deputados da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros.
Recebido em audição pelos deputados, em Lisboa, para "falar no âmbito da cooperação interparlamentar e da defesa dos direitos humanos e do Estado de Direito na Guiné-Bissau", segundo a agenda da audição, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) salientou que não é possível fazer campanha eleitoral neste país lusófono africano quando a actividade política está suspensa.
"Quando nós falamos de democracia, falamos de liberdade de expressão, falamos de liberdade de manifestação, falamos de liberdade de reunião e de organização, e, se essas condições não estão repostas, uma vez que toda a manifestação política está suspensa na Guiné-Bissau, os partidos políticos estão proibidos de realizar qualquer actividade, então como é que se pode falar de normalidade e de preparação para eleições?", questionou.




