Bissau - Forças da ordem invadiram hoje a sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) na Praça dos Heróis Nacionais, a poucos metros da Presidência da República, em Bissau, noticiou a comunicação social guineense.
Bissau - Forças da ordem invadiram hoje a sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) na Praça dos Heróis Nacionais, a poucos metros da Presidência da República, em Bissau, noticiou a comunicação social guineense.
De acordo com a rádio televisão Bantaba, consultada pela Lusa nas redes sociais, a operação foi conduzida por elementos da Polícia de Ordem Pública e da Guarda Nacional.
A operação acontece no dia em que termina o prazo dado pelo Alto Comando Militar, que protagonizou o golpe de Estado em Novembro passado, para que as instalações de partidos políticos se afastem até 500 metros das sedes de órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis militares e esquadras da polícia.
As sedes nacionais do PAIGC e do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15) situam-se a escassos metros do palácio da presidência, na capital guineense.
O portal Bissau Online relatava na sua página numa rede social que as forças de ordem arrombaram as portas de vários gabinetes do PAIGC "para forçar o despejo" do imóvel.
A plataforma lembra que a Comissão Permanente do partido, reunida virtualmente na semana passada, repudiou "veementemente" a intenção do Alto Comando Militar de forçar a desocupação da sede, considerou a "medida sem legitimidade e base legal" e lembrou que apenas caberia à justiça avançar com a exigência.
A mesma fonte afirma que o PAIGC não foi notificado formalmente da decisão dos militares de desocupação da sede e que a acção levada a cabo hoje "é a materialização de intenções manifestadas anteriormente pelo antigo Presidente, Umaro Sissoco Embalo".
Outras fontes consultadas pela Lusa nas redes sociais indicam que as forças de ordem colocaram uma placa diante da sede do PAIGC onde se lê que o imóvel constitui "património do Estado".
Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de Novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, e afastaram do poder o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló.
Criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.
A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló, que vive regularmente em Marrocos desde o golpe, regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 6 de Dezembro. AM




